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16-Set-2013 00:00 - Atualizado em 03/03/2017 15:38

Centro de Diagnóstico do Câncer Feminino

Entre os males da humanidade existem aqueles que fogem de todo o perímetro de controle da nossa própria vida, as doenças. E em especial - no pior sentido da palavra - existe àquela, na qual os antigos não gostam nem mesmo de citar o nome, o câncer. Após uma rápida avaliação informal sobre o câncer, quero promover aqui, o meu mais novo trabalho em prol da saúde em toda a região, o Centro de Diagnóstico do Câncer Feminino.

As mulheres são as que mais morrem no Brasil vítimas de câncer, não porque representam o sexo predominante na população, mas em sua natureza, estão expostas aos cânceres próprios da anatomia: mama e colo do útero. Segundo a Organização Mundial de Saúde, em 2030, cerca de 27 milhões de pessoas poderão ter câncer, sendo 17 milhões de mortes e em países com maior volume de recursos financeiros, predominam os cânceres de pulmão, mama, próstata, e cólon.

No Brasil, em 2013, há uma estimativa de 518.510 casos novos de câncer. São esperados 257.870 novos casos para o sexo masculino e 260.640 para o feminino e o câncer de pele não melanoma (134 mil novos casos), será o mais incidente na população brasileira. Dentro destas estatísticas, se estima mais de 52 mil novos casos de câncer de mama feminino e mais de 17 mil no colo do útero.

O grupo feminino da população se preocupa - mais que com o tratamento de um câncer - com o seu diagnóstico. Mesmo com o prazo definido por lei para o início do tratamento, os pacientes passam pela angústia em esperar pelo resultado dos exames: É câncer? Do quê? Maligno ou benigno? Qual o tratamento?

A Lei a qual me refiro, foi sancionada no ano passado, Lei nº 12.732/12, e define que pacientes com câncer deverão iniciar o tratamento em no máximo 60 dias. O tratamento engloba a cirurgia e sessões de quimioterapia e radioterapia.

Para que este processo - já torturante aos pacientes - seja minimizado, o nosso projeto em instalar um Centro de Diagnóstico do Câncer Feminino, em Sorocaba e que atenderá toda a região, está a todo vapor para consolidar uma parceria entre o Ministério da Saúde, Gpaci Sorocaba e Prefeitura de Sorocaba.

O objetivo do Centro de Diagnóstico é diagnosticar o câncer de mama e colo do útero de maneira rápida e eficaz, adiantando assim, o tratamento que pode salvar vidas.

Em 2010, 4.986 mulheres brasileiras morreram vítimas do câncer no colo do útero. No mesmo ano, o Instituto Nacional do Câncer (INCA), registrou mais de 49 mil novos casos de câncer de mama e 11,8 mil mortes pela doença. Estes dados nos motivaram ainda mais a colocar projeto em prática estruturado pelo médico oncologista, Dr. Alexandre Vicente de Andrade e idealizado por mim, que passei em 2012, pelo tratamento de um câncer de mama e hoje posso, saudável e bravamente, lutar por um melhor diagnóstico e tratamento às mulheres vítimas do câncer.

No mês de agosto, o projeto foi apresentado durante reunião do Conselho Municipal de Saúde de Sorocaba e contou com a presença de diversas entidades que apoiam a instalação do Centro.

A concretização do projeto pode salvar muitas vidas e aliviar os corações aflitos, flagelados pela angústia da espera, aflição do tratamento e temor da perda. Um local especializado para atender pacientes que buscam respostas e necessitam de amparo técnico, pode significar a certeza de que estão no caminho para alcançar o principal desejo após um diagnóstico positivo: a cura.

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