Imprensa

03-Out-2013 00:00 - Atualizado em 03/03/2017 15:38

Reforma política: o fortalecimento da democracia

O PT defende a Reforma Política com um novo cenário eleitoral. Tal defesa transcende a política interna do Partido e quer alcançar o Sistema Eleitoral Brasileiro por completo. As principais defesas do Partido dos Trabalhadores: financiamento público exclusivo de campanhas, o voto em lista preordenada, o aumento da participação popular e a maior participação das mulheres na política. As melhorias proporcionadas pela Reforma Política avançam com o fortalecimento da democracia, transparência financeira, a formação de parlamentares independentes - que não se preocupam em criar um "caixa de campanha" - e o combate à corrupção.

O voto em lista preordenada, por exemplo, beneficia os parlamentares com projetos concretos e história política, evita disputas desleais dentro do partido, acaba com os partidos sem representação na sociedade e democratiza a participação das mulheres na gestão e na escolha às eleições externas. Este último aspecto, por sua vez, reflete quanto a disparidade entre homens e mulheres nas esferas de poder, o Brasil se encontra no grupo de 70 países com menor participação feminina na Câmara dos Deputados, ou seja, menos de 10% e desde 1995, 75 países passaram a adotar o sistema de cotas por gênero em sua legislação.

Em setembro, a bancada do PT na Câmara dos Deputados se reuniu para tratar exatamente da credibilidade da Reforma Política e da contrariedade da dita "minirreforma eleitoral", aprovado pelo Senado e obstruído no dia 25 do referido mês, por nós, a base aliada do governo federal. Ambos os temas estão em tramitação no Congresso Nacional, no entanto, o último não proporciona benefícios efetivos ao nosso Sistema Eleitoral e atrasa o debate naquilo que realmente interessa ao eleitor, a nova cara da política.

Temos nos reunido, em todas as esferas políticas, para debatermos "quem somos e quem queremos ser", sem afetar a democracia interna dos partidos políticos e sem ferir o direito dos eleitores. A Reforma Política é uma importante ferramenta de revisão e renovação da nossa política e políticos, muitos já acostumados com o cargo e pouco preocupados com a apresentação de projetos à população e graduados em estratégias eleitorais.

O líder do PT na Câmara dos Deputados, José Guimarães (CE), foi a fundo e disse que a minirreforma é "pífia, diminuta, e que não toca nos pontos centrais do sistema eleitoral brasileiro". Por aqui, reitero que nós, Partido dos Trabalhadores, somos a favor da Reforma Política, sem brechas e sem ‘porém', queremos uma política limpa e aberta com maior participação de filiados, candidatos e parlamentares e de límpido entendimento dos eleitores sobre a história dos partidos e seus componentes essenciais.

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