Investimento por aluno cresce em todos os níveis de ensino
- Fred Assis
- 13 de jun. de 2013
- 2 min de leitura
Dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP) demonstram que o investimento por aluno cresceu em todos os níveis de ensino no Brasil entre 2000 e 2011.
Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), o investimento total brasileiro cresceu de 4,7% para 6,1% entre 2000 e 2011. O investimento total engloba todo o investimento direto mais o pagamento de bolsas de estudos (principalmente as de pós-graduação), o financiamento estudantil (principalmente o Fundo de Financiamento Estudantil - Fies) e as transferências para entidades privadas (como o Sistema S), entre outros. Já o investimento direto em educação em relação ao PIB avançou de 3,9% para 5,3% no mesmo período.
Ao comentar os dados divulgados pelo INEP, o deputado Artur Bruno (PT-CE), vice-presidente da Comissão de Educação da Câmara, observou que em termos de PIB o investimento em educação quase dobrou. "Isso revela a prioridade dada para a educação pelos governos Lula e Dilma", disse. "Além disso, o governo proporcionou políticas públicas efetivas como o Prouni, o Fies e o grande programa de cotas, que permitiu mais oportunidades de vagas", destacou o deputado.
Para o petista, muito ainda precisa ser feito. "Por isso, apoiamos integralmente a proposta da presidenta Dilma de destinar 100% dos recursos de royalties do petróleo para educação", afirmou. Artur Bruno lembrou a urgente necessidade de aprovação pelo Congresso do Plano Nacional de Educação (PNE), que estabelece 10% do PIB em gastos com educação. "Hoje os investimentos chegam perto de 6%, vamos buscar os 10% estabelecidos no PNE". O plano tramita atualmente no Senado.
A deputada Iara Bernardi (PT-SP), também integrante da Comissão de Educação, igualmente defendeu o gasto de 10% do PIB em educação. Para ela, ampliar os investimentos significa investir em pesquisa, ciência e tecnologia e também valorizar o profissional. "Hoje, boa parte dos estados não paga nem o piso salarial nacional estabelecido para os professores", afirmou.
Entre 2000 e 2011, o investimento público direto por estudante, considerando a educação básica e o ensino superior, cresceu 500%, em valores nominais. Passou de R$ 970, em 2000, para R$ 4.916, em 2011, relativo a todos os níveis de ensino. Tanto os anos iniciais quanto os finais do ensino fundamental tiveram um aumento de 5,4 vezes no investimento por estudante no mesmo período.
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